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Por conta disso, elas entrariam em contato mais cedo com o vírus que leva ao desenvolvimento do câncer do colo do útero, dando ao vírus mais tempo para produzir a longa cadeia de eventos que, anos mais tarde, levaria ao câncer.
Acreditava-se anteriormente que a disparidade era resultado de baixos
índices de controle preventivo em regiões mais pobres. O estudo, feito
pela International Agency for Research on Cancer, parte da Organização
Mundial de Saúde (OMS), foi publicado na revista científica British
Journal of Cancer.
Embora a diferença na incidência do câncer do colo do útero entre
ricos e pobres – verificada em todo o mundo – tenha sido constatada há
muitos anos, os cientistas não sabiam explicá-la.
Especialmente porque os índices de infecção pelo vírus HPV (sigla inglesa para papiloma vírus humano) – uma infecção transmitida sexualmente que é responsável pela maioria dos casos de câncer do colo do útero – pareciam ser semelhantes em todos os grupos.
O estudo confirmou que os índices mais altos de câncer do colo do
útero não estavam associados à maior incidência de infecção pelo HPV. O
que a pesquisa revelou foi que o risco, duas vezes mais alto, é
explicado pelo fato de que mulheres mais pobres iniciam sua vida sexual
mais cedo. A idade em que uma mulher tem seu primeiro filho também
pareceu ser um fator importante.
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